#01 - O amor não se perde de um dia para o outro, vai-se desligando devagarinho.

#01 - O amor não se perde de um dia para o outro, vai-se desligando devagarinho.

Esperamos que o café esteja bom. ☕️

Nem imaginas…

Ontem à noite, um de nós estava a ver uma série.

O outro, perdido no telemóvel.

Não havia zanga nem discussão. Só aquele silêncio leve — o tipo de silêncio que parece inofensivo, mas que deixa o ar um bocadinho frio.

Até que, no meio da série, um disse qualquer coisa.

E o outro não respondeu. Nem ouviu.

E foi ali, no meio de nada, que percebemos uma coisa: às vezes, o amor não se perde de um dia para o outro, vai-se desligando devagarinho.

O que o “Still-Face Experiment” nos ensina sobre o amor

Mais tarde, lembrámo-nos de um estudo de Edward Tronick, psicólogo de Harvard, que explica isto de uma forma simples, mas que arrepia.

Chamou-lhe o Still-Face Experiment.

As mães brincavam normalmente com os bebés, com sorrisos, sons e expressões, até que, de repente, ficavam totalmente neutras.
Sem expressão, sem resposta.

Em segundos, os bebés tentavam tudo para reatar a ligação: riam, chamavam, agitavam as mãos.
E quando percebiam que nada mudava, paravam. E choravam.

Tronick queria mostrar que o ser humano precisa de resposta emocional para se sentir seguro.

E quando ela desaparece — mesmo que seja só por distração — o corpo sente. O amor, também.

Nas relações longas, o silêncio é o novo ruído

Nas relações longas, isso acontece mais vezes do que admitimos.
Não é falta de amor, é falta de presença.
E sem querer, começamos a responder menos.

  • Menos olhos nos olhos,
  • menos toques,
  • menos “estou a ouvir-te”.

Mas o curioso é que às vezes basta tão pouco:
um “hum”, um sorriso, uma mão pousada no braço — coisas pequenas que dizem “ainda estou aqui”.

Um pequeno desafio para esta semana

Num dos vossos jantares, deixem o telemóvel longe.
Olhem um para o outro, mesmo que seja por alguns segundos.
Falem, mesmo que seja sobre o dia ou a série que estão a ver.
E, acima de tudo, respondam.

O amor não desaparece de repente.
Às vezes, só precisa de um olhar que diga:

“Ainda estou aqui.”


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Nós ficamos por aqui, mas vemos-nos no próximo coffee break.

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